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O Sindicato Reinventado
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Maíra Neiva Gomes

Edição: 2ª – 2018 

 Págs.: 299

 

 

Esse livro busca analisar a crise do sindicalismo e apontar caminhos para sua superação. A partir da análise histórica do desenvolvimento do trabalho e do modo capitalista de produção, busca-se descrever as principais características que marcaram o movimento sindical. 
A metodologia pretende fornecer instrumentos para a elaboração de uma proposta de atuação sindical que se enquadre nos parâmetros sociais do século XXI. 
O estudo tem por objetivo desenvolver um conceito – não jurídico – de movimento sindical que possibilite que esse importante ator social, edificador dos direitos sociais – especialmente os trabalhistas - resgate seu prestígio e influência, por meio da abertura de leques de atuação.
 Nesse sentido, a releitura, pelos próprios movimentos sociais, do internacionalismo operário e do conceito de democracia são essenciais para a reconstrução do sindicalismo, permitindo que os indivíduos participem, cotidianamente, da construção democrática. 
Propõe-se a reinvenção do sindicalismo, de modo que se possa erigir um sindicalismo cosmopolita que busque integrar os diversos anseios sociais, em nível internacional, e lutar pela emancipação econômica, social e política dos indivíduos.

Esse livro busca analisar a crise do sindicalismo e apontar caminhos para sua superação. A partir da análise histórica do desenvolvimento do trabalho e do modo capitalista de produção, busca-se descrever as principais características que marcaram o movimento sindical. A metodologia pretende fornecer instrumentos para a elaboração de uma proposta de atuação sindical que se enquadre nos parâmetros sociais do século XXI. O estudo tem por objetivo desenvolver um conceito – não jurídico – de movimento sindical que possibilite que esse importante ator social, edificador dos direitos sociais – especialmente os trabalhistas - resgate seu prestígio e influência, por meio da abertura de leques de atuação. Nesse sentido, a releitura, pelos próprios movimentos sociais, do internacionalismo operário e do conceito de democracia são essenciais para a reconstrução do sindicalismo, permitindo que os indivíduos participem, cotidianamente, da construção democrática. Propõe-se a reinvenção do sindicalismo, de modo que se possa erigir um sindicalismo cosmopolita que busque integrar os diversos anseios sociais, em nível internacional, e lutar pela emancipação econômica, social e política dos indivíduos.

 

 

SUMÁRIO

1 - INTRODUÇÃO

2  - O OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO POR VINICIUS DE MORAES

3 -  A CONCEPÇÃO DA CONSTRUÇÃO HISTÓRICA PELO TRABALHADOR E AS BASES ECONÔMICAS DO CAPITALISMO

3.1 O trabalhador enquanto agente histórico

3.2 A narrativa do Direito do Trabalho

3.3 Breve historiografia da organização do trabalho humano

3.3.1 Do “estado selvagem” à escravidão

3.3.2 Nas entranhas do feudalismo gesta-se o capitalismo

3.3.3 Antes manufatureiro, agora industrial

4 - O NOVO VALOR FILOSÓFICO DO TRABALHO PROPICIA A TRANSFORMAÇÃO DA “CLASSE - EM - SI” EM “CLASSE – PARA - SI”

4.1 Esperança e dor: o valor-trabalho na Antiguidade

4.1.1 O trabalho como instrumento de purificação: o pensamento de Zoroastra e dos hebraicos

4.1.2 Atividade ou contemplação: qual o valor filosófico supremo para os gregos e os romanos?

4.2 O cristianismo e o novo significado do valor-trabalho

4.2.1 O trabalho dos humildes e a purificação da alma no cristianismo primitivo

4.2.2 O trabalho e a providência divina na Idade Média

4.3 O florescimento do comércio e o valor-trabalho

4.3.1 O homem e o domínio da natureza: o trabalho como essência no Renascimento

4.3.2 A reforma protestante e o capitalismo

4.3.3 O século XVIII e a elevação do trabalho a valor extremo: o progresso iluminista e a unidade prática teórica do idealismo

 

4.4 O trabalho como valor essencial do “Estado Ético” hegeliano

4.4.1 A formação do “Espírito Absoluto”

4.4.2 A dialética do reconhecimento: o trabalho e o “reconhecimento recíproco”

4.4.3 Trabalho social e a construção do “Estado Ético”

4.5 O trabalho no pensamento marxiano

4.5.1 Breves apontamentos sobre a filosofia marxiana

4.5.2 Trabalho: essência humana e fonte de estranhamento

4.5.3 Transformação da “classe-em-si” em “classe-para-si”

5 - O CAPITALISMO INDUSTRIAL FORJA A CLASSE OPERÁRIA

5.1 A perda do antigo modo de vida dos trabalhadores na primeira fase do capitalismo industrial

5.1.1 O artesão urbano cede o lugar ao assalariado

5.1.2 A decadência do tecelão

5.1.3 A transformação de camponeses e irlandeses em proletários

5.2 Primeiras influências sobre o movimento operário

5.2.1 A influência religiosa

5.2.2 A influência dos ideais da Revolução Francesa no movimento operário

5.3 A economia “moral” dos trabalhadores e as formas de resistência

5.3.1 Os tecidos de General Ludd

5.3.2 A imprensa operária e o amadurecimento da consciência de classe

5.3.3 Contribuições da utopia owenista ao movimento sindical nascente

5.3.4 A Carta do Povo

5.4 Os primórdios do sindicalismo norte-americano: notas esclarecedoras

6 - RELAÇÃO DE MIMETISMO ENTRE CAPITAL E TRABALHO:

FORMAÇÃO DO “PACTO FORDISTA”

6.1 Breves apontamentos sobre a segunda etapa da revolução industrial

6.2 Sistema taylorista/fordista de produção

6.2.1 A separação entre planejamento e execução do trabalho idealizada por Taylor

6.2.2 A indústria verticalizada de Ford

6.3 Proletários de todos os países, uni-vos...para reformar

o capitalismo?

6.4 O New Deal e o estabelecimento de uma nova relação entre capital, trabalho e Estado: a formação do “pacto fordista

6.5 A substituição da “mão invisível” do mercado pela “mão estatal keynesiana”: o debate econômico modela o “pacto fordista”

6.5.1 A teoria econômica neoclássica

6.5.2 A teoria econômica de John Maynard Keynes

6.5.3 Adoção das políticas públicas keynesianas: planejamento econômico capitalista

6.6 Igualdade, liberdade, Estado de Bem-Estar Social e o Direito do Trabalho

6.7 O taylorismo/fordismo nos sindicatos e no Direito do Trabalho

7 - TUDO QUE É SÓLIDO SE DESMANCHA NO AR: A CONTESTAÇÃO

DO “PACTO FORDISTA” PELOS MOVIMENTOS SOCIAIS

7.1 Os “anos dourados” do capitalismo

7.2 O panorama social e cultural dos “anos dourados” do capitalismo

7.3 O inconformismo contesta o “pacto fordista”: os movimentos sociais de 1968

7.4 Um breve passeio pelos movimentos sociais de 1968

7.4.1 Afirmação racial, a música e os Black Panters

7.4.2 A contracultura Hippie

7.4.3 Os motores do punk

7.4.4 Maio quente francês

7.4.5 Primavera de Praga

7.4.6 O “novo feminismo” e a revolução sexual

7.5 Os trabalhadores e as conquistas de 1968

7.5.1 O operaísmo e o Estatuto do Trabalhador Italiano

7.5.2 O “controle social” da indústria e o maio quente francês

7.5.3 O nascimento do “novo sindicalismo” brasileiro

7.6 Lições de 1968: a rejeição da autoridade hierárquica

8 - NEOLIBERALISMO, REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA E O ESTABELECIMENTO DE UM NOVO PADRÃO SOCIAL

8.1 O estabelecimento de um novo padrão de consumo: as revelações da moda

8.2 O fim da estabilidade econômica dos “anos dourados”

8.3 O pensamento neoliberal e a política de destruição dos direitos sociais

8.4 A reestruturação produtiva: os impactos do pós-fordismo na organização do trabalho

8.4.1 A experiência japonesa: toyotismo

8.4.1.1 “Autonomação”: a polivalência ou multifuncionalidade do trabalhador

8.4.1.2 Just in time: o estoque flexível

8.4.1.3 Kanban: células de produção

8.4.1.4 Controle rígido da produção pelos próprios trabalhadores e a quebra da solidariedade

8.4.1.5 Kaizen, CQT, treinamento institucional e outros métodos de abandono do coletivismo operário e interiorização dos ideais da empresa

8.4.2 Breves Considerações sobre a “Terceira Itália” e o GSA sueco

8.4.3 A fábrica “enxuta” e a terceirização

8.4.4 A remuneração flexível

8.5 Os efeitos do pós-fordismo

8.6 A transformação da classe trabalhadora

8.7 A crise do sindicalismo e o mundo dos possíveis

9 - OS SENTIDOS POSSÍVEIS DA GLOBALIZAÇÃO: DOMINAÇÃO FINANCEIRA X NOVO INTERNACIONALISMO OPERÁRIO

9.1 A globalização financeira e a construção dos blocos comunitários

9.2 A dominação mundial do capital financeiro

9.3 Óh pátria amada... para quem?

9.4 A divisão internacional do trabalho como elemento do capitalismo

9.4.1 Fases da divisão internacional do trabalho

9.5 Os possíveis sentidos da globalização

9.6 A organização dos trabalhadores no século XXI: redes internacionais sindicais

9.6.1 As redes internacionais sindicais dos trabalhadores do ramo financeiro

9.6.2 As redes internacionais sindicais dos trabalhadores metalúrgicos

9.7 Possibilidades para o internacionalismo operário no século XXI

10 - O COSMOPOLISMO OPERÁRIO DO SÉCULO XXI

10.1 Os obstáculos ao internacionalismo operário

10.2 O sindicalismo entre o coletivo, o individual e o múltiplo

10.3 O capitalismo e a subjetividade do indivíduo trabalhador

10.3.1 A sociedade disciplinar e a organização taylorista/fordista

10.3.2 O “Império”, a “sociedade de controle” e o trabalho “imaterial”

10.4 A constituição da resistência da multidão

10.4.1 A potencialidade da multidão

10.5 Perspectivas para a construção do sindicalismo cosmopolita

11 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

Referências Bibliográficas

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