TRABALHOS PRECÁRIOS NO MUNDO CONTEMPORÂNEO

TRABALHOS PRECÁRIOS NO MUNDO CONTEMPORÂNEO

O mundo do trabalho tem sofrido intensas transformações, em especial a partir do séc. XX e mais significativamente no séc. XXI, em que a tecnologia e a automação expandiram-se de modo considerável na produção de bens e serviços. Com isso, novos trabalhos surgiram e junto, novos trabalhadores: ambos mais flexíveis, mais céleres, mais dinâmicos e mais precarizados. A “fábrica” dos tempos atuais torna-se “invisível”, muitas vezes, aos olhos de quem trabalha - descentralizada, telemática, sem os pares e, assim, a unidade coletiva se desfaz aos poucos, ao se fortalecer e aprimorar o trabalho em domicílio, por exemplo. Cada vez mais a produção independe da união de trabalhadores. Agora, diante de um computador, qualquer lugar torna-se local de trabalho, e o capital vai tomando, maliciosamente, espaços antes reservados à vida privada do trabalhador. Justamente nesse contexto a precariedade torna-se mais contundente, manifestando-se de inúmeras formas: na insegurança na manutenção do emprego; pelo descumprimento das normas de saúde e segurança no trabalho; pela desregulamentação e flexibilização dos direitos trabalhistas e sociais; pelos salários baixos; pelas condições precárias até mesmo nos trabalhos bem remunerados e estáveis; pela descontinuidade nos tempos de trabalho - trabalho parcial, just in time, teletrabalho, trabalho sob chamada; também pelo excesso de jornada, que adoece o trabalhador e o exclui do convívio social e familiar; etc. Portanto, são sobre esses vieses que a obra presente versará, a fim de ilustrar as “maldades” (visíveis e invisíveis) do capital globalizado que afetam, de maneira importante, a vida de quem trabalha.




SUMÁRIO

 

PREFÁCIO 

Cléber Lúcio de Almeida 

 

INTRODUÇÃO 

Antônio Raimundo de Castro Queiroz Júnior 

 

O TRABALHO EM TEMPO PARCIAL E A MULHER: análise  sobre o específico e comprovado interesse extracontratual

Lilia Carvalho Finelli

 

TERCEIRIZAÇÃO COMO FORMA DE PRECARIZAÇÃO DOS POSTOS DE TRABALHO: uma análise frente à atividade de call center

Carolina de Souza Novaes Gomes Teixeira

Ítalo Moreira Reis

 

AFINAL, O QUE HÁ DE TÃO MALIGNO NA TERCEIRIZAÇÃO?

Débora Caroline Pereira Chaves

Elaine Cristina Oliveira Guerra

 

TRABALHO QUE APRISIONA E LIBERTA: breves notas sobre a precarizacão do trabalho prisional

Manuela Corradi Carneiro Dantas Quadros

Magno Moisés de Cristo

 

O TRABALHO DO TRANSGÊNERO NO BRASIL

Débora Caroline Pereira Chaves

 

REFLEXÕES E PERSPECTIVAS SOBRE AS INVESTIDAS DO CAPITAL A FAVOR DO DESMONTE DA REDE DE COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO CONTEMPORÂNEO NO BRASIL

Julie Santos Teixeira

 

 

A PRECARIEDADE DO TRABALHO DOS COLETORES DE LIXO

Sara Costa Benevides

Jéssica Santos Pereira

 

FLEXIBILIZAÇÃO TRABALHISTA E A PRECARIEDADE NAS RELAÇÕES DE TRABALHO BRASILEIRAS

Débora Caroline Pereira Chaves

Marcos Paulo da Silva Oliveira

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS - O avesso da precarização do trabalho: a efetividade do Direito do Trabalho

Roberta Dantas Mello

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