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Diálogos entre Direito e Psicanálise: uma abordagem contemporânea

Diálogos entre Direito e Psicanálise: uma abordagem contemporânea
Diálogos entre Direito e Psicanálise: uma abordagem contemporânea
R$85,00
  • Estoque: Em estoque
  • Modelo: 089
  • Peso: 200.00g
  • Dimensões: 21.00cm x 15.00cm x 15.00cm

Ano: 2017 

1ª Edição

Número de páginas: 184



A presente obra tem por objetivo o registro da contribuição de alguns palestrantes do “Seminário Direito e Psicanálise: uma abordagem contemporânea” e não pretende oferecer uma discussão exaustiva sobre o tema.
O diálogo entre Direito e Psicanálise se intensificou nos tempos atuais em função das demandas dirigidas ao judiciário, agora plenas de lides afetivas, travestidas de demandas judiciais. A contemporaneidade exige, de ambos os campos do saber, o difícil manejo das respostas inéditas a demandas igualmente inéditas. Também é certo que Psicanálise e Direito se modificaram com o tempo.
Como exemplo, do lado da psicanálise Jacques Lacan, célebre psicanalista francês, recorreu à matemática topológica para conceituar o inconsciente, em sua releitura de Sigmund Freud, por meio de uma reformulação que promove amplas consequências para a clínica atual.
Em Freud, o inconsciente era visto como profundidade que exigia do trabalho analítico trazer à luz o que se encontrava completamente oculto em relação à consciência, como um trabalho de escavação arqueológica. Lacan recorre à figura topológica da Banda de Moebius, um objeto simples, onde uma tira de papel se coloca sobre si mesma à partir de um movimento de torção, sem avesso nem direito, sendo o tempo o que faz a diferença entre as duas faces, para compreender como acontece a engrenagem psíquica entre o mundo interno e o mundo externo, para compreender a estrutura do sujeito.
O mundo do Direito também tem passado por transformações em função de um novo modo de se desejar o mundo e se tornou um instrumento contemporâneo indispensável, em busca da justiça e da dignidade da pessoa humana.
Ao mesmo tempo em que não há mais espaço para aquele psicanalista trancado e isolado em seu consultório, longe dos acontecimentos sociais, tampouco há para o hermetismo do Direito, que o prende a um tecnicismo avesso à subjetividade humana, capaz de distanciá-lo da coletividade.
A interlocução entre os campos do Direito e da Psicanálise acontece e os torna mais funcionais e úteis, como bem mostram os artigos que compõem esta obra.
Este pequeno trabalho gostaria de estimular cada vez mais essa interlocução e, para ampliar o debate e promover a possibilidade de esclarecimentos, sugestões ou críticas, disponibilizamos o e-mail seminariodireitoepsicanalise@gmail.com
Nosso agradecimento.
                               Judith Euchares Ricardo de Albuquerque
                                       Membro da Comissão Organizadora

A presente obra tem por objetivo o registro da contribuição de alguns palestrantes do “Seminário Direito e Psicanálise: uma abordagem contemporânea” e não pretende oferecer uma discussão exaustiva sobre o tema.O diálogo entre Direito e Psicanálise se intensificou nos tempos atuais em função das demandas dirigidas ao judiciário, agora plenas de lides afetivas, travestidas de demandas judiciais. A contemporaneidade exige, de ambos os campos do saber, o difícil manejo das respostas inéditas a demandas igualmente inéditas. Também é certo que Psicanálise e Direito se modificaram com o tempo.Como exemplo, do lado da psicanálise Jacques Lacan, célebre psicanalista francês, recorreu à matemática topológica para conceituar o inconsciente, em sua releitura de Sigmund Freud, por meio de uma reformulação que promove amplas consequências para a clínica atual.Em Freud, o inconsciente era visto como profundidade que exigia do trabalho analítico trazer à luz o que se encontrava completamente oculto em relação à consciência, como um trabalho de escavação arqueológica. Lacan recorre à figura topológica da Banda de Moebius, um objeto simples, onde uma tira de papel se coloca sobre si mesma à partir de um movimento de torção, sem avesso nem direito, sendo o tempo o que faz a diferença entre as duas faces, para compreender como acontece a engrenagem psíquica entre o mundo interno e o mundo externo, para compreender a estrutura do sujeito.O mundo do Direito também tem passado por transformações em função de um novo modo de se desejar o mundo e se tornou um instrumento contemporâneo indispensável, em busca da justiça e da dignidade da pessoa humana.Ao mesmo tempo em que não há mais espaço para aquele psicanalista trancado e isolado em seu consultório, longe dos acontecimentos sociais, tampouco há para o hermetismo do Direito, que o prende a um tecnicismo avesso à subjetividade humana, capaz de distanciá-lo da coletividade.A interlocução entre os campos do Direito e da Psicanálise acontece e os torna mais funcionais e úteis, como bem mostram os artigos que compõem esta obra.Este pequeno trabalho gostaria de estimular cada vez mais essa interlocução e, para ampliar o debate e promover a possibilidade de esclarecimentos, sugestões ou críticas, disponibilizamos o

e-mail seminariodireitoepsicanalise@gmail.comNosso agradecimento.                             

Judith Euchares Ricardo de Albuquerque                                       

Membro da Comissão Organizadora





SUMÁRIO

 

A CLÍNICA DA AUDIÊNCIA

Rosemary de Oliveira Pires e Ana Cláudia Barbosa Dias

 

A MEDIAÇÃO COMO OPORTUNIDADE DE TRANSFORMAÇÃO

SOCIOJURÍDICA 

Grasielle dos Reis Rodrigues Mello

 

ANGÚSTIAS 

Raphael Ricardo de Albuquerque Falcão

 

ASSÉDIO MORAL 

Vicente de Paula Maciel Júnior

 

ASSÉDIO MORAL E IDENTIFICAÇÃO DO EXCESSO 

Martha Halfeld Furtado de Mendonça Schmidt

 

BREVE REFLEXÃO SOBRE O SOFRIMENTO MENTAL 

Naray Jesimar Aparecida Paulino

 

COISAS DE FINEZA NO JUDICIÁRIO 

Judith Euchares Ricardo de Albuquerque

 

DIREITO E PSICANÁLISE - TRANSEXUALIDADE – PRETENSÃO DE ALTERAÇÃO DE NOME E SEXO - REGISTRO CIVIL 

Geraldo Augusto de Almeida

 

MEDIAÇÃO: UMA INTERLOCUÇÃO ENTRE O DIREITO (O SUJEITO DA VERDADE) E A PSICANÁLISE (A VERDADE DO SUJEITO)

Rita Andréa Guimarães de Carvalho Pereira

 

O DIREITO, A PSICANÁLISE E A INVENÇÃO SINGULAR 

Henri Kaufmanner

 

O TEMPO PARA COMPREENDER A MEDIAÇÃO DE CONFLITOS

Márcia Alves dos Santos

 

PSICANÁLISE: UM ESTATUTO RESIDUAL PARA A FAMÍLIA

Márcia Rosa

 

PSICANÁLISE E ASSÉDIO MORAL: POSSÍVEIS PONTUAÇÕES

Mara Viana de Castro Sternick

 

PSICANÁLISE E MEDIAÇÃO: UMA CONSTRUÇÃO DIALÉTICA DA SOLUÇÃO DO CONFLITO DE INTERESSES NO DIREITO DE FAMÍLIA   

Saulo Versiani Penna e Gina Chaves

 

ACOSSADO PELA LEI DO SUPEREU

Romina Moreira de Magalhães Gomes

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