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HORIZONTES REBELDES: relações de trabalho e movimentos sociais no século XXI

HORIZONTES REBELDES: relações de trabalho e movimentos sociais no século XXI
HORIZONTES REBELDES: relações de trabalho e movimentos sociais no século XXI
R$140,00
  • Estoque: Em estoque
  • Modelo: 149
  • Peso: 300.00g
  • Dimensões: 21.00cm x 15.00cm x 15.00cm


Maíra Neiva Gomes


ISBN: 978-85-9471-062-8 

Edição: 1ª – 2018

Págs.: 399 


 

O Brasil vive um momento extremamente grave, em termos políticos, sociais e econômicos. Mergulhado em uma crise aguda que abala a legitimidade das instituições, aprofunda as desigualdades sociais e ameaça a vida de pessoas, o país parece tomado por discursos de ódio.
O presente texto foi desenvolvido nas pesquisas de doutorado da Autora e identifica, nas Jornadas de Junho de 2013, uma séria ruptura com o modelo político pré-existente. Oriunda do Movimento Estudantil e assessora sindical por 15 anos, a Autora descreve, a partir de sua própria imersão nos Movimentos Sociais, o surgimento de novos protagonistas populares.
Estaria o sindicalismo fadado ao esquecimento? O que significa a rejeição popular ao modelo político da “democracia representativa”? Em que dimensão o uso intenso de novas tecnologias de comunicação afeta as percepções e reivindicações sociais? 
A partir dos coletivos políticos culturais de Belo Horizonte, dos quais faz parte a Autora, propõe-se uma análise crítica do sindicalismo que englobe as dimensões das reivindicações de outros segmentos sociais.
Adotando o Giro Decolonial como proposta teórica e prática de leitura da sociedade, o livro busca revelar as epistemologias silenciadas pelo Poder Colonial, buscando alargar o conceito de cidadania para além da perspectiva meramente econômica do sujeito imposta, na Modernidade, pelo pensamento eurocêntrico.
Não se busca, no texto, apresentar uma “cartilha” para auxiliar o sindicalismo na reconstrução de sua legitimidade social. O que se propõe é um intenso e profundo debate sobre as novas realidades sociais e econômicas de trabalhadores e trabalhadoras que também são sujeitos em todas as outras dimensões da vida.  

O Brasil vive um momento extremamente grave, em termos políticos, sociais e econômicos. Mergulhado em uma crise aguda que abala a legitimidade das instituições, aprofunda as desigualdades sociais e ameaça a vida de pessoas, o país parece tomado por discursos de ódio.O presente texto foi desenvolvido nas pesquisas de doutorado da Autora e identifica, nas Jornadas de Junho de 2013, uma séria ruptura com o modelo político pré-existente. Oriunda do Movimento Estudantil e assessora sindical por 15 anos, a Autora descreve, a partir de sua própria imersão nos Movimentos Sociais, o surgimento de novos protagonistas populares.Estaria o sindicalismo fadado ao esquecimento? O que significa a rejeição popular ao modelo político da “democracia representativa”? Em que dimensão o uso intenso de novas tecnologias de comunicação afeta as percepções e reivindicações sociais? A partir dos coletivos políticos culturais de Belo Horizonte, dos quais faz parte a Autora, propõe-se uma análise crítica do sindicalismo que englobe as dimensões das reivindicações de outros segmentos sociais.Adotando o Giro Decolonial como proposta teórica e prática de leitura da sociedade, o livro busca revelar as epistemologias silenciadas pelo Poder Colonial, buscando alargar o conceito de cidadania para além da perspectiva meramente econômica do sujeito imposta, na Modernidade, pelo pensamento eurocêntrico.Não se busca, no texto, apresentar uma “cartilha” para auxiliar o sindicalismo na reconstrução de sua legitimidade social. O que se propõe é um intenso e profundo debate sobre as novas realidades sociais e econômicas de trabalhadores e trabalhadoras que também são sujeitos em todas as outras dimensões da vida.  



SUMÁRIO

 

1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS

 

PRIMEIRA PARTE: O TRABALHO E SEU VALOR cultural filosófico....

2 - O fim da história ou a abertura de possibilidades para novas narrativas? 

2.1 O espaço/tempo no discurso sobre a Modernidade Capitalista

2.2 O discurso crítico das ciências sociais

2.2.1 A construção da identidade europeia

2.2.2 Entre selvagens e bárbaros, escolhemos os romanos

2.3 O descolonialismo como metodologia para se compreender a sociedade capitalista - as vozes do Sul

2.3.1 O capitalismo globalizado sob a perspectiva dos povos do Sul

3 - O DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA JURÍDICO EUROPEU  

3.1 O comunitarismo excludente: igualdade e justiça na Antiguidade Clássica Helênica

3.2 A honra medieval e a preservação da noção de igualdade geométrica: o conceito de justiça na Idade Média europeia

3.3 Como o Direito se tornou ciência?

3.4 O Iluminismo em julgamento

3.4.1 O Romantismo Alemão se opõe ao Iluminismo

4 - Trabalho na cultura europeia: entre a negação religiosa e a monetarização capitalista

4.1 A decadência humana pelo trabalho ou a sua redenção? 

4.2 O dualismo platônico

4.3 A cristandade como modo de vida em Santo Agostinho

4.3.1 A dualidade do ser em Santo Agostinho

4.4 A razão divina em São Tomás de Aquino

4.5 O espírito do capitalismo na reforma protestante segundo Max Weber

4.5.1 A economia de necessidade versus o espírito do capitalismo

4.5.2 Não pense, trabalhe

4.5.2.1 Deus é mau. Deus é bom. Deus do trabalho. Deus da contemplação: a solidão calvinista e a vocação para o trabalho  

4.5.2.2 Das mãos de Deus nasce o capitalismo  

5 -  COROAÇÃO DO TRABALHO NA CULTURA OCIDENTAL

5.1 A disciplina do trabalho liberta? Hegel e a dialética do reconhecimento

5.2 Karl Marx e a coroação do trabalho: o trabalho enquanto objeto e sujeito

5.2.1 Karl Marx e o trabalho enquanto objeto

5.2.1.1 A permanência das dualidades alma/corpo e homem/natureza no sistema marxista

5.2.2 Marx e o trabalho enquanto sujeito

5.2.2.1 O animal laborans conquistou a política

5.3 Direito ao trabalho ou direito ao disciplinamento do corpo?

5.3.1 Trabalho e tempo: a teoria da mais-valia

5.3.2 O controle do tempo e do corpo pelo capitalismo

5.3.2.1 A tomada do tempo pela fábrica capitalista e pelo sistema punitivo penal

5.3.2.2 A tomada do corpo e da alma pela fábrica capitalista

6 - AS DIVERSAS MATRIZES CULTURAIS BRASILEIRAS E A EMERGÊNCIA DE NOVOS VALORES SOCIAIS

6.1 Eu, a/o brasileira/o de raiz indígena

6.1.1 O escravo indígena

6.1.2 Trabalho e disciplina na cultura indígena

6.2 Eu, a/o brasileira/o de raiz africana

6.2.1 A coletividade africana

6.2.2 As formas de resistência afro-brasileiras

6.2.3 O Brasil afro que o Brasil branco não quer enxergar

6.2.3.1 A resistência da linguagem, da religiosidade, da culinária, da musicalidade e do coletivismo afro

6.3 Novos valores jurídicos que emergem das sociedades latino-americanas

6.3.1 Contribuições do socialismo andino amazônico

6.3.2 Contribuições da coletividade africana

SEGUNDA PARTE: TRABALHO, sindicalismo e política no século xxi: qual o futuro do direito do trabalho?

7 - O PASSADO, O PRESENTE E O FUTURO DO CAPITALISMO E DO TRABALHO: CRÍTICAS E ADAPTAÇÕES DO SISTEMA

7.1 Em busca da metodologia de análise da atual fase capitalista

7.1.1 Vantagens pessoais e bem comum: desmascarando o discurso capitalista

7.1.2 O papel da crítica nas formações históricas capitalistas

7.2 A crise do pacto fordista e a construção da cidade por projetos

7.2.1 O papel da crítica na formação do atual espírito do capitalismo:entre o social e o estético, como construir a justiça?

7.2.2 O trabalho líquido forja o sujeito líquido

7.2.2.1 Seria o “trabalhador líquido” um sujeito sem caráter?

8 - A MATERIALIZAÇÃO DA MULTIDÃO: NAS REDES E NAS RUAS

8.1 A resistência das subjetividades articulada em rede

8.2 #nósSomosAsRedesSociais

8.2.1 #PodiaSerAGenteMasVocêNãoColabora

8.2.2.#SaímosDoFacebook

 8.3 #BaileEOcupeComigo

8.3.1 #ComQueRoupaEuVou?

9 - O HORIZONTE É REBELDE: A RENOVAÇÃO DAS CRÍTICAS

NO BRASIL DO SÉCULO XXI

9.1 #NinguémMeRepresenta

9.2 #OProfessorÉMeuAmigoMexeuComEleMexeuComigo

9.3 #OHorizonteÉBeloERebelde

9.3.1  #BaixoCentroÉCultural

9.3.2 #PraiaDaEstação

 9.3.3 #CarnavalizaBHCarnavalizaADemocracia

9.4 #OcupeSuaMente

9.4.1 #LegalizeJá

9.4.2 #SeNãoForPraDescerAtéOChãoNãoÉMinhaRevolução

9.4.3 #SouFeiaMasTôNaModa

9. 4.3.1 Desmistificando o funk: suas origens musicais e sociais

9. 4.3.2 O funk proibidão e o movimento de mulheres negras

9. 4.3. 3 O funk ostentação, o shopping center e o Rolezinho

9.5 O sindicato de ontem, hoje e amanhã

10 - PRINCÍPIO DA INTEGRAÇÃO: CONSTRUINDO UM NOVO SENTIDO PARA O TRABALHO E PARA A DEMOCRACIA

10.1 A necessária reconstrução do sindicalismo

10.2 Trabalho e cidadania: a subcidadania brasileira

10.3 Construindo o Princípio da Integração

10.3.1 A democracia na concepção europeia

10.3.2 A cidadania na concepção europeia

10.3.3 A democracia e a cidadania na Teoria do Reconhecimento

10.3.4 Competição x cooperação: cidadania, participação e democracia consensual latino-americana

10.4 Princípio da integração: trabalho e cidadania participativa

 

11. CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Referências Bibliográficas

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